
Magda Chambriard, diretora da ANP: situações específicas de cada empresa levaram a desistências
Além da Petrobras, que participa obrigatoriamente como operadora, com um mínimo de 30% no consórcio vencedor, inscreveram-se outras dez empresas, o que sugere uma disputa com apenas dois grandes grupos. Estão no páreo a anglo-holandesa Shell, a portuguesa Galp, a sino/espanhola Repsol-Sinopec, a estatal malaia Petronas, a japonesa Mitsui, a indiana ONGC, a francesa Total, a colombiana Ecopetrol e as chinesas CNOOC e CNPC.
Gigantes como Exxon Mobil, Chevron, BP, BG e Statoil ficarão fora do primeiro leilão do pré-sal, marcado para 21 de outubro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu um quarto das inscrições esperadas para a disputa por Libra, atualmente a maior reserva de petróleo em oferta no mundo Entre os motivos para o aparente desinteresse estariam falta de fôlego financeiro, especialmente de empresas privadas, para os altos investimentos necessários, e as regras definidas no regime de partilha.
“O Brasil ficou muito tempo (cinco anos, enquanto discutiam as regras do pré-sal) sem rodadas de licitação e as empresas acabaram se comprometendo com investimentos em outros países”, disse o vice-presidente de Relações Públicas da Statoil, Mauro Andrade, em evento na PUC-Rio antes do prazo final de inscrição. Segundo ele, apesar da grande atratividade de Libra, as empresas teriam que analisar seus portfólios e avaliar os recursos disponíveis.
Sozinha, a área tem estimados de 8 bilhões a 12 bilhões de barris, enquanto todas as reservas provadas do Brasil somam 15,3 bilhões de barris. O bônus de assinatura, a ser pago à vista, tomará R$ 15 bilhões - anteriormente eram estimados R$ 10 bilhões. A cifra foi elevada pelo governo para contribuir com o cumprimento da meta de superávit fiscal. A ANP estima em R$ 400 bilhões os investimentos necessários em Libra ao longo dos 35 anos de concessão. “O valor do bônus é um investimento alto. Os US$ 15 bilhões não são pouca coisa”, disse o diretor de Assuntos Corporativo da Total E&P do Brasil, Ulisses Martins.
A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse ontem que esperava interesse de todas as operadoras registradas na agência como A (habilitação para operar em águas profundas) e B (águas rasas), cerca de quarenta empresas. Mas que situações específicas de cada companhia levaram à desistência.
Magda disse ter recebido telefonemas de representantes da Exxon, BP e BG mantendo forte interesse em futuras oportunidades no Brasil, mas dizendo que não participariam em Libra por questões internas, não detalhadas pela reguladora. “Existe um contexto mundial, situações muito específicas que levam a isso (baixa adesão)”, declarou.
Além de um número quatro vezes menor do que o esperado, nem todas as 11 empresas que pagaram os R$ 2,067 milhões de taxa de inscrição devem fazer lances. Duas fontes do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, disseram que a orientação entre os chineses (são três inscritos) é não concorrer entre si. Portanto, é possível que apenas uma faça lance.
Além da Petrobras, que participa obrigatoriamente como operadora, com um mínimo de 30% no consórcio vencedor, inscreveram-se outras dez empresas, o que sugere uma disputa com apenas dois grandes grupos. Estão no páreo a anglo-holandesa Shell, a portuguesa Galp, a sino/espanhola Repsol-Sinopec, a estatal malaia Petronas, a japonesa Mitsui, a indiana ONGC, a francesa Total, a colombiana Ecopetrol e as chinesas CNOOC e CNPC.
Gigantes como Exxon Mobil, Chevron, BP, BG e Statoil ficarão fora do primeiro leilão do pré-sal, marcado para 21 de outubro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu um quarto das inscrições esperadas para a disputa por Libra, atualmente a maior reserva de petróleo em oferta no mundo Entre os motivos para o aparente desinteresse estariam falta de fôlego financeiro, especialmente de empresas privadas, para os altos investimentos necessários, e as regras definidas no regime de partilha.
“O Brasil ficou muito tempo (cinco anos, enquanto discutiam as regras do pré-sal) sem rodadas de licitação e as empresas acabaram se comprometendo com investimentos em outros países”, disse o vice-presidente de Relações Públicas da Statoil, Mauro Andrade, em evento na PUC-Rio antes do prazo final de inscrição. Segundo ele, apesar da grande atratividade de Libra, as empresas teriam que analisar seus portfólios e avaliar os recursos disponíveis.
Sozinha, a área tem estimados de 8 bilhões a 12 bilhões de barris, enquanto todas as reservas provadas do Brasil somam 15,3 bilhões de barris. O bônus de assinatura, a ser pago à vista, tomará R$ 15 bilhões - anteriormente eram estimados R$ 10 bilhões. A cifra foi elevada pelo governo para contribuir com o cumprimento da meta de superávit fiscal. A ANP estima em R$ 400 bilhões os investimentos necessários em Libra ao longo dos 35 anos de concessão. “O valor do bônus é um investimento alto. Os US$ 15 bilhões não são pouca coisa”, disse o diretor de Assuntos Corporativo da Total E&P do Brasil, Ulisses Martins.
A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse ontem que esperava interesse de todas as operadoras registradas na agência como A (habilitação para operar em águas profundas) e B (águas rasas), cerca de quarenta empresas. Mas que situações específicas de cada companhia levaram à desistência.
Magda disse ter recebido telefonemas de representantes da Exxon, BP e BG mantendo forte interesse em futuras oportunidades no Brasil, mas dizendo que não participariam em Libra por questões internas, não detalhadas pela reguladora. “Existe um contexto mundial, situações muito específicas que levam a isso (baixa adesão)”, declarou.
Além de um número quatro vezes menor do que o esperado, nem todas as 11 empresas que pagaram os R$ 2,067 milhões de taxa de inscrição devem fazer lances. Duas fontes do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, disseram que a orientação entre os chineses (são três inscritos) é não concorrer entre si. Portanto, é possível que apenas uma faça lance.
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